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O ECLIPSE DO SOL

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Antes do avanço da ciência, na Antiguidade distante, os Mitos davam a explicação de tudo o que de extraordinário acontecia.  O MITO contava histórias, explicava fenómenos, procurando uma interpretação do sobrenatural, buscando respostas na relação entre o humano e o divino. O MITO explicava o universo, a sua natureza e as suas manifestações. As entidades superiores regiam a vida dos mortais, aplicavam castigos e recompensas, manifestavam a sua vontade e os seus estados de espírito através de diversas formas que os homens procuravam interpretar.  Nesta relação desigual entre mortais e imortais, entre os homens e os deuses havia alguns privilegiados que tinham o dom da adivinhação, possuíam capacidades superiores para interpretar as manifestações divinas e transmitir aos outros mortais o significado de tudo o que de extraordinário acontecia. Eram os adivinhos, os intérpretes da vontade dos deuses. No Olimpo os deuses imperavam. Segundo a mitologia grega, Zeus, como senhor sup...

Em Férias — Lugares e Mitos (3)

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Voltando à Lusa-Atenas e à sua Universidade Saindo do Paço das Escolas, vamos olhar para o edifício da Faculdade de Letras, inaugurado em 1951. As referências ao passado, a presença da Antiguidade clássica, está ali bem representada: através da história, da literatura, da mitologia. Em primeiro plano as quatro grandes estátuas da autoria de Barata Feio. Simbolizando as várias matérias de estudo das Humanidades, temos autores da literatura grega:        1ª — Demóstenes (orador e político grego, 384 – 322 a.C . ), simboliza a Eloquência 2ª — Aristóteles (384-322 a. C.) , simbolizando a Filosofia 3.ª — Tucídides (c. 460- c. 400   a.C.) , representando a História 4.ª — Safo (entre 630-604 a.C. — c. 570 a.C.) , a poetisa grega como símbolo da Poesia Os portões de entrada: Quantas vezes entrámos por estes portões sem reparar na sua ornamentação? São cinco os portões de entrada, em ferro forjado, com aplicações em bronze; em cada um podemos observar seis repre...

Em Férias — Lugares e Mitos (2)

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Depois de Atenas, proponho uma visita à Lusa-Atenas. Coimbra, a cidade conhecida pelo epíteto de Lusa-Atenas, devido à sua característica de cidade do conhecimento, do saber universitário, da dedicação às Letras e à Cultura, comparando-a, desse modo, com a clássica cidade-estado de Atenas.  Em Coimbra, a cidade universitária tem como patrona ancestral e mitológica a deusa Minerva, a deusa da sabedoria. Minerva era para os Romanos uma divindade a quem associavam as características da Atena grega, com os mesmos atributos, a mesma representação iconográfica. E Coimbra com a sua Universidade — a sede da SAPIENTIA (sapiência, sabedoria) — só podia ter como patrona a deusa Minerva, com o epíteto de SAPIENTIA.  Camões regista a fundação da Universidade por D. Dinis, chamando-lhe, exactamente, " o ofício de Minerva ": Fez primeiro em Coimbra exercitar-se O valoroso ofício de Minerva; E de Helicona as Musas fez passar-se A pisar de Mondego a fértil erva. Quanto pode de Aten...

Em Férias — Lugares e Mitos

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Tempo de férias é tempo de alterar as rotinas, de procurar novos percursos: no campo ou na cidade, à beira-mar ou no interior, são dias para retemperar forças, para descontrair...  mas é também ocasião propícia para alargar conhecimentos, para ingressar no passado histórico, visitar e conhecer novos locais e as suas histórias, associar lendas e mitos aos lugares visitados. Dizia Platão (Teeteto):     μανθάνειν ἐστὶν τὸ σοφώτερον γίγνεσθαι περὶ ὃ μανθάνει τις    "aprender é tomar-se mais sábio acerca do que se aprende" Vamos até à Grécia ( Ελλάδα , em gr ego moderno) , mesmo que só virtualmente, preparando uma visita in loco , real...  ATENAS  —  Ἀθῆναι , Ἀθηνῶν — nome que s ó se usa no plural (daí ter em português o - s de formação de plural) — o θ ( theta ) é uma consoante aspirada, por isso o th na transcrição para o inglês Athens  — em  grego moderno o η (vogal longa) lê-se i ; — assim : em grego moderno : Αθ...