Mensagens

A mostrar mensagens de junho 1, 2010

Aurea Mediocritas

Recta vida, Licínio, crê, não há-de ser sempre navegar no alto mar, nem, temendo de mais a tempestade, só perto dos rochedos navegar... Quem 'scolhe a regra de ouro mediana é que evita afinal, com segurança, tanto o horror da sórdida choupana como o palácio cuja luz nos cansa. O pinheiro mais alto é que mais vezes p'la fúria do vento é açoutado; tombam as torres em razão do peso; dos montes só o cimo é fulminado. Sabe que o peito forte, na fortuna, é que teme a desgraça; mas, na treva, não deixa de ter esp'rança... Tudo muda: o Inverno Jove o traz; depois o leva... O bem pode nascer do mal de agora. Às vezes, quando menos se imagina, Apolo com a lira a Musa acorda; e nem sempre seu arco ele utiliza. É ante o infortúnio que valente e mais firme te deves ir mostrando. Segura bem as velas, se és prudente, quando o vento demais as for inchando... HORÁCIO, Odes (tradução de David Mourão-Ferreira)

A actualidade do Latim

Para provar a actualidade do Latim basta, por vezes, folhear a imprensa, ou até, mais actualizado ciberneticamente, percorrer algumas páginas da Internet. Parece mais uma questão de moda. No momento em que o estudo da língua latina está tão afastado do nosso sistema de ensino,  a sociedade em geral e os meios de comunicação em particular, estão com uma enorme apetência para a língua latina, com citações, com os nomes dados às mais diversas criações artísticas e outras. Ainda agora, numa simples passagem pelos blogs da sapo, dois nomes me chamaram a atenção: aurea mediocritas e o fio de Ariadne . É a língua latina e a cultura clássica a dar o mote para algumas páginas de escrita acerca de assuntos variados. O fio de Ariadne remete-nos para a mitologia grega, lembra-nos o labirinto de Creta, o mito do Minotauro e as façanhas de Teseu. É também uma história de amor e de traição, de valentia e de coragem, de luta pela justiça. Este fio permitiu a Teseu encontrar a saída do lab...