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Falando de aves e de mitologia grega

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O mocho-galego Ave nocturna muito comum em Portugal, pouco maior que um melro. É fácil de observar porque tem hábitos parcialmente diurnos, pousa em pontos altos e à beira das estradas ( in http://www.avesdeportugal.info/athnoc.html ). Nome científico : Athene noctua ( noctua , em latim significa coruja ; nome relacionado com nox, noctis “noite”) O nome científico remete-nos para a mitologia — coruja de Atena . A coruja era a ave consagrada à deusa Atena, protectora de Atenas, com o seu templo na Acrópole. Templo de Atena Níke na Acrópole de Atenas ( νίκη “vitória”) A deusa Atena (Minerva para os Romanos) tem também como símbolo a oliveira por ter sido vencedora na luta contra Posídon pela posse da Ática, fazendo nascer do solo uma oliveira. Tetradracma com a representação de Atena, a coruja e a oliveira Moeda grega de 1 euro com a coruja de Atena. A coruja (mocho-galego) passou a ser símbolo de sabedoria, tal como a oliveira de Atena se tornou o símbolo da paz.

O nó górdio

Górdio era uma cidade da Frígia (região da Ásia Menor, actualmente território da Turquia), nome que deriva de um dos seus reis, Górdio. Conta a lenda que, em tempos remotos, estando a Frígia mergulhada em terríveis lutas internas, eis que, certo dia, quando os Frígios estavam reunidos em Assembleia, chega à cidade um camponês, com sua mulher e filho, num carro puxado por bois. Acontece que um oráculo tinha dito que um carro de bois lhes traria um rei que poria fim aos distúrbios. Acreditando nas previsões do oráculo, os frígios elegeram Górdio como seu rei. Górdio, como agradecimento, dedicou o seu carro a Júpiter, colocando-o na Acrópole atado com o jugo e um nó difícil de desatar. Após um longo reinado de paz e prosperidade, a Górdio sucedeu seu filho Midas, que morreu sem deixar sucessor. Então um novo oráculo anuncia que quem conseguisse desatar o nó do carro gordiano, que muitos tentavam desatar sem sucesso, seria o rei de toda a Ásia. Um dia Alexandre, O Grande, entra na cidade e...

Etimologias 3— exame e enxame

Exame e enxame a mesma origem etimológica À primeira vista estas duas palavras, com significados bem distintos, parece que nada têm a ver uma com a outra. No entanto, têm uma origem comum. Exame e enxame provêm do mesmo étimo latino: examen. O vocábulo examen significava, em latim, um conjunto de animais ou pessoas, aparecendo a designar um grupo de homens, ou um conjunto de peixes, ou de abelhas, daí, enxame . A palavra está relacionada com a raiz do verbo ago e o seu composto ex-ago > exigo. Vejamos: Verbo ago, agis, agere, egi, actum : pôr em movimento; fazer avançar; agir; fazer. Desta raiz temos o nome agmen, agminis que significa, em termos latos, multidão ; é o termo usado, na linguagem militar, para designar um exército em marcha. Com o profixo ex-, o nome examen, examinis , tem o mesmo sentido de “multidão” e, portanto, examen apium = uma multidão de abelhas, um enxame. Ainda com o mesmo prefixo ex-, o verbo exigo, exigis, exigere, significa “tirar para fora”, “...