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A mostrar mensagens de junho 10, 2011

A ACTUALIDADE DE CAMÕES

É de todos os tempos este mal, já o épico o critica: prosperam os ricos e poderosos, sobem ao poder para se servir a si próprios, o povo é sempre o desprezado, o explorado: E vê do mundo todo os principais Que nenhum no bem público imagina; Vê neles que não têm amor a mais Que a si somente, e a quem Filáucia ensina; Vê que esses que frequentam os reais Paços, por verdadeira e sã doctrina Vendem adulação, que mal consente Mondar-se o novo trigo florescente. Vê que aqueles que devem à pobreza Amor divino, e ao povo, caridade, Amam somente mandos e riqueza, Simulando justiça e integridade. Da feia tirania e de aspereza Fazem direito e vã severidade, Leis em favor do Rei se estabelecem; As em favor do povo só perecem. Os Lusíadas, IX, 27-28.

LVSIADAE

Em dia de Camões, a versão latina d'  Os Lusíadas : Proposição I. Arma virosque pariter insignes Lusitanis qui occiduis ab oris Profecti, ignotis, metuendis altis Navigatis, Taprobanem et ipsam Praeteriere, periclisque et bellis Super naturam fortes imbecillam, Inter remotas gentes novum regnum Finxerunt, quod sublime reddidere; II. Gloria item praestantes omnes reges Qui christianam Fidem dilatarunt Imperiumque simul lusitanum, Errantes, Asiam, Africam vastantes; Qui, grandium memoria factorum, Sempiternum supererunt in aevum, Canens, faventibus et Musa et arte, Per totum prorsus orbem divulgabo. III. Docti Graeci et Troiani praedicari Ingentes desinant per maria cursus; Regum praetermittantur Alexandri Ac Traiani victoriae patratae: Ego acres, claros Lusitanos canto, Quibus Mars bellax Neptunusque parent. Antiquae animo excidant Camenae; Celebranda altiora surgunt gesta. Tradução de Clemente de Oliveira, O.P., 2ª edição, 1988