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A mostrar mensagens de junho, 2017

Os mitos e a sua actualidade

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A cultura clássica e a mitologia greco-latina continuam a ser usadas pelos cientistas e pelos estudiosos para designar realidades actuais. Falando de educação, o psicalista italiano Massimo Recalcati apresenta a sua classificação da evolução do sistema educativo. Três modelos: a Escola Édipo : o modelo tradicional e autoritário a Escola Narciso : o modelo actual, errático, com aquilo a que chama “ditadura do prazer”, é a ditadura do neo-liberalismo capitalista a Escola Telémaco : o modelo que começa a emergir, resultante da estirilidade do presente, da insatisfação dos jovens, “o mal-estar actual da juventude não assenta na oposição entre sonho e realidade, mas na ausência de sonhos”; com a falta de uma autoridade paterna e de lei “A juventude sente a falta de referentes éticos, de figuras paterno/maternas renovadas e confiáveis”  

O bicho-da-seda

A origem das palavras — etimologias O bicho-da-seda e a sericicultura Bicho-da-seda : em latim bombyx, bombycis palavra derivada do grego βόμβυξ da raiz de βόμβος que significa “ruído” Daí vem o nome científico bombyx mori [ morus, mori : amoreira ], nome dado à espécie mais comum, usada na produção de fios de seda Este insecto é originário do norte da China, alimenta-se de folhas de amoreira, e foi domesticado há cerca de 3000 anos. Seda — em latim sericum (substantivo) O adjectivo sericus significava “dos Seres ”; de seda Os Seres — designação, para os romanos, de um povo da Índia oriental, ou da China, o povo da seda O historiador Floro [IV, 12] fala da pacificação dos vários povos sob o reinado do imperador Augusto e refere-se a povos que, ainda que independentes, reconhecem a grandeza de Roma e enviam embaixadores, entre eles estão “os Seres, e os Índios que habitavam sob o sol, que trouxeram pedras preciosas e pérolas” Daí o português sericicultura , a cultura da seda e ...