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A mostrar mensagens de março 21, 2012

O POETA

O poeta tornar-se-á imortal através da sua poesia. À glória do poeta Exegi monumentum aere perennius
 Regalique situ pyramidum altius,
 Quod non imber edax, non Aquilo inpotens
 Possit diruere aut innumerabilis
 Annorum series et fuga temporum.               Non omnis moriar multaque pars mei
 Vitabit Libitinam; usque ego postera
 Crescam laude recens, dum Capitolium
 Scandet cum tacita uirgine pontifex.
 Dicar, qua uiolens obstrepit Aufidus               Et qua pauper aquae Daunus agrestium
 Regnauit populorum ex humili potens, Princeps Aeolium carmen ad Italos
 Deduxisse modos. Sume superbiam
 Quaesitam meritis et mihi Delphica               Lauro cinge uolens, Melpomene, comam. Horácio, Odes , III,30 Tradução (de Maria Helena da Rocha Pereira, in Romana — Antologia da Cultura L...

Ode da Primavera

Hoje lembro o poeta Horácio e a sua Ode à Primavera ( em tradução de M.H. da Rocha Pereira).  O poeta compara a natureza à vida dos homens: na natureza tudo se renova cada ano, mas a vida humana caminha sempre em direcção ao fim, por isso é preciso aproveitar cada dia e cada hora. Foram-se as neves e aos campos já a relva regressa           e às árvores a folhagem; a terra muda a sua face, e, deixando as margens,           os rios decrescem. Uma Graça mais as duas irmãs, nuas, ousam dançar           com as Ninfas. Não esperes pela imortalidade, adverte-te o ano e a hora           que arrebata o dia criador. Ao sopro dos Zéfiros, abranda o frio; à Primavera sucede           o Verão perecedouro, e logo o copioso Outono espalhará seus frutos; de seguida            a bruma inerte regressa. Porém o suceder da...