As Máximas dos grandes sábios e a sua actualidade

A Grécia, berço da civilização, é uma fonte inesgotável de todos os saberes, de todos os ensinamentos. As suas lições são de grande actualidade e deviam ser estudadas, meditadas e aplicadas nos modernos tempos, tão necessitados de estudo, de reflexão. O passado devia servir-nos de modelo e ser lição para medirmos as consequências dos nossos actos.

Um exemplo das lições do passado são as Máximas dos sete sábios que estariam gravadas no Templo de Apolo, em Delfos.

O santuário de Delfos foi na Antiguidade o centro religioso e político mais importante do Helenismo, sendo visitado mesmo pelos soberanos de países estrangeiros que, com os seus donativos, procuravam obter os favores do deus. 

Em Delfos prestavam culto a Apolo, o deus da luz, da música, da poesia, que ensinava aos homens a moderação. 

Apolo instituiu um oráculo em Delfos onde falava aos homens através da Pitonisa, uma sacerdotisa  que interpretava as palavras do deus e as transmitia aos homens que consultavam o seu oráculo para obter respostas aos seus problemas. 

Instituições, tratados, declarações de guerra ou de paz não eram resolvidas sem a consulta do oráculo, sem a procura de uma resposta da divindade. Delfos era um centro espiritual, religioso, mas também político.

Ora, dessa direcção moral e política destacam-se as tão celebradas Máximas de Delfos, uma série de preceitos de vida, que incutiam no homem valores a respeitar, normas a seguir, ensinamentos. 

Essa preceitos, ainda que não tenham sido encontradas, eram do conhecimento geral e constituíam normas de vida que se repetiam e, diz-se, estavam gravadas igualmente em santuários de outros locais.

Acreditava-se, de início que essas sentenças tinham sido proferidas pelo próprio deus Apolo. Mais tarde foram atribuídas a 7 sábios gregos que, segundo Pausânias, vieram a Delfos e consagraram a Apolo esses preceitos que ficaram na boca de toda a gente.

 As máximas mais conhecidas e citadas em todos os tempos são:

γνῶθι σαυτόν : conhece-te a ti mesmo   

μηδὲν ἄγαν : nada em excesso

 

Mas muitas outras são igualmente importantes e continuam actuais. 

Eram expressões constituídas por uma forma verbal no imperativo a que se seguia um nome, complemento directo, ou um advérbio:

 

φιλίαν ἀγάπα : ama a amizade

υἱοὺς παίδευε : educa os filhos

πλούτει δικαίως : enriquece com justiça

πρεσβύτερον αἰδοῦ : respeita os mais velhos

νεώτερον δίδασκε : ensina os mais novos

τύχῃ μη πίστευε : não confies na sorte

Serão valores ultrapassados? Talvez, por vezes, esquecidos. 

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