Dia Internacional do Beijo

Há um dia para tudo... há datas comemorativas para ...  qualquer coisa...
E hoje, 13 de Abril, dizem que é o Dia Internacional do Beijo. 
Qual a origem? Qual a história por detrás desta data? 
Não interessa. O importante é comemorar!
 
beijo vem do latim : basium, basii    ;    basiare : beijar, dar um beijo
        — usa-se especialmente no plural: basia
inicialmente, tinha um sentido mais erótico (ao contrário de osculum); mais tarde essa diferença esbateu-se e basium passou a usar-se em vez de osculum
osculum, osculi (é o diminutivo de os, oris: boca): literalmente, boquinha ; beijo
osculari : beijar

Catulo, poeta latino do século I a.C. escreveu:

Viuamus, mea Lesbia, atque amemus,     
rumoresque senum seueriorum
omnes unius aestimemus assis.
Soles occidere et redire possunt:
nobis, cum semel occidit breuis lux,
nox est perpetua una dormienda.
Da mi basia mille, deinde centum,         
dein mille altera, dein secunda centum,
deinde usque altera mille, deinde centum.
Dein, cum milia multa fecerimus,
conturbabimus illa, ne sciamus,
aut nequis malus inuidere possit,
cum tantum sciat esse basiorum.

 

Tradução :

Vivamos, minha Lésbia, e amemos.

E os ditos dos velhos mais severos

Consideremos o valor de um asse.

Podem os raios do sol extinguir-se e renascer:

Nós, porém, quando se nos extinguir a breve luz,

Apenas uma noite eterna teremos para dormir.

Dá-me beijos mil, depois cem,

Em seguida outros mil, depois outros cem,

Depois ainda outros mil e, de novo, mais cem.

Por fim, quando tivermos dado muitos milhares,

Desorganizemos tudo, para que não saibamos,

Ou algum maldoso possa ter inveja

Ao saber que tantos foram os beijos.
 
 
E o nosso poeta João de Deus escrevia, com graça:
 
Beijo na face
Pede-se e dá-se:
             Dá?
Que custa um beijo?                                     
 Não tenha pejo:
             Vá!

Um beijo é culpa,
Que se desculpa:
             Dá?
A borboleta
Beija a violeta
             Vá!

Um beijo é graça,
Que a mais não passa:
             Dá?
Teme que a tente?
É inocente...
             Vá!

Guardo segredo,
Não tenha medo...
             Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,
             Dê!  
Auguste Rodin, O Beijo (1888-1889) — Museu Rodin, Paris

 

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