Recomeçar

E, neste recomeço, numa Primavera que se adivinha algo inconstante, recordemos o grande poeta romano Horácio, que assim cantava a Primavera, em duas das suas Odes.

Apenas os primeiros versos:

Dissolve-se o áspero Inverno dando a bem-vinda vez à Primavera e ao Favónio

as máquinas arrastam secas as quilhas,

e não mais se alegra o gado nos estábulos, nem o lavrador junto ao fogo,

nem os  campos alvejam com a ebúrnea geada.

 

Fugiram as neves, já a erva aos campos retorna,

    e as folhas às árvores,

a terra muda e renova-se, e os rios, minguando,

    correm entre as margens;

(tradução de Pedro Braga Falcão, Livros Cotovia, 2008)

E que o nosso grande Camões também assim cantou:

Fogem as neves frias
dos altos montes, quando reverdecem
as árvores sombrias;
as verdes ervas crescem,
e o prado ameno de mil cores tecem.


 


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