A PEGADA homérica...
Passado/Presente — tudo se repete...
O que fica do passado ... o exemplo... a inspiração... do bem e do mal...
Lemos no jornal "Público" de hoje, 21 de Maio de 2026:
"Por umas horas, no âmbito do exercício de treino conjunto de forças de operações especiais da NATO, Trojan Footprint 2026, uma fragata da Marinha da Roménia transforma-se numa embarcação da chamada frota-fantasma, a navegar de modo incógnito sem bandeira no mar Negro, e com uma carga suspeita: escondidos entre os cereais que enchem o porão, estarão dezenas de milhares de drones e peças para o fabrico de drones, para serem entregues a uma rede adversária que conseguiu estabelecer-se em território da aliança.
Na sua sexta edição, o Trojan Footprint 2026 — que termina hoje — envolveu “missões” em múltiplos domínios, num imenso teatro de operações que abarcou dez países do flanco leste da Europa, entre os mares Báltico, Negro e Mediterrâneo, ao longo de dez dias"
A pegada Troiana!
A frota-fantasma navega no Mar Negro... não longe de Tróia, mas agora o ataque vem do lado oposto.
Ulisses pensou num "cavalo de madeira" com o bojo recheado de soldados armados.
Agora o cavalo é um barco que leva, escondidos entre os cereais, drones e peças para drones...
A finalidade é a mesma: o ataque, a guerra, através da artimanha, do disfarce, do engano...
O cavalo de Tróia que os gregos deixaram era um presente a Minerva... por isso os troianos o introduziram na cidade.
Este barco leva no porão cereais, supostamente alimento para um país necessitado, mas escondidos entre os cereais vão drones, as modernas armas de ataque.
O texto da notícia acrescenta:
Guerra é sempre guerra, hoje como há milénios... mudam as armas, cada vez mais sofisticadas.

Matéria não falta, haja quem a trate. Mais uma aproximação, neste caso num enquadramento bélico, por ironia em regiões do mundo não distantes. Avançou-se imenso no domínio da arte, da tecnologia, obra do Homem, mas o engenho que o norteia é o mesmo. A Antiguidade sempre presente, como se pode conceber que é inútil, ou mesmo dispensável, o seu conhecimento? Bem-haja quem insiste
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