O ETERNO FLUIR DO TEMPO — a visão dos poetas
A propósito do comentário ao texto anterior — " Tempus fugit "— da assídua leitora MTF, a quem agradeço, transcrevo aqui alguns versos, em tradução, da Ode de Horácio sobre a passagem do tempo, referindo-se o poeta às estações do ano e às estações da vida humana: Fugiram as neves , já a erva aos campos retorna, e as folhas às árvores, a terra muda e renova-se , e os rios, minguando, correm entre as margens; a Graça, com as suas irmãs gémeas e as Ninfas, aventura-se nua a conduzir os coros. Nada esperes de imortal, é o conselho do ano e da hora que o ameno dia rouba . Os Zéfiros tornam brando o frio, à Primavera sucede o Verão que há-de morrer assim que o frutífero Outono trouxer suas colheitas , e então lesto voltará o árido Inverno . Céleres recuperam as luas suas mortes no céu: nós, quando caímos onde ...